A importância do “Foda-se” como meio libertador.
Publicado na Revista Tablado de 16/03 a 30/03/2007
Literalmente, ligando o Foda-se!
Antes de qualquer coisa, desculpas pelo “foda-se” logo de início. Mas é impossível falar de sua importância sem mencionar essas exatas palavras. Por isso, peço para que vocês, caros leitores, vejam esse termo como uma mera expressão sem dar a imensa importância que a sociedade exige. Somos sempre instruídos a acreditar que o foda-se é algo feio, sem perceber que isso faz parte de um processo opressor que nos força a entrar em um padrão que foi estabelecido nem por mim, nem por você, nem por ninguém vivo ainda hoje. Assim sendo, é hora de tocar o foda-se.
O verbo foder e suas variações funcionam como um mecanismo libertador e pode ser utilizado nos mais diferentes contextos. Por exemplo:
Em vez de falar para seu chefe “diversos procedimentos internos podem dificultar a execução da tarefa. Por isso, não vejo necessidade de priorizar esse projeto agora” experimente dizer “tá foda de fazer. Quer saber, foda-se esse projeto!”. Você economizará tempo para empresa e será orgulho dentro da organização. Haverá também uma necessidade imensa de encaixar o termo “porra” no lugar de “projeto”. Mas calma, um passo de cada vez.
Imagine nosso presidente ao receber o mundialmente querido George W. Bush. Na reunião, em vez de “não vemos benefícios em aderir ao seu plano e não concordamos com as taxas estabelecidas”, ele poderia felizmente dizer “foda-se seu plano e essa taxa tá foda”. De fato, diplomacia não é nosso forte.
As mulheres, no lugar de “fiquei te esperando a noite toda. Agora tô cansada e com dor de cabeça”, basta simplesmente dizer “pegue essa revista pornô, vá para o banheiro e você que se foda”.
É claro que inúmeros exemplos ficaram de fora. Mesmo assim, podemos perceber que o foda-se tem função fundamental para o bem-estar social. Por isso, até poderia dizer que “caso não concorde, todos temos direito de ter nossas diferentes opiniões e convicções”. Em vez disso, prefiro “sua opinião é importante. Mas se você não curtiu, foda-se”!
O verbo foder e suas variações funcionam como um mecanismo libertador e pode ser utilizado nos mais diferentes contextos. Por exemplo:
Em vez de falar para seu chefe “diversos procedimentos internos podem dificultar a execução da tarefa. Por isso, não vejo necessidade de priorizar esse projeto agora” experimente dizer “tá foda de fazer. Quer saber, foda-se esse projeto!”. Você economizará tempo para empresa e será orgulho dentro da organização. Haverá também uma necessidade imensa de encaixar o termo “porra” no lugar de “projeto”. Mas calma, um passo de cada vez.
Imagine nosso presidente ao receber o mundialmente querido George W. Bush. Na reunião, em vez de “não vemos benefícios em aderir ao seu plano e não concordamos com as taxas estabelecidas”, ele poderia felizmente dizer “foda-se seu plano e essa taxa tá foda”. De fato, diplomacia não é nosso forte.
As mulheres, no lugar de “fiquei te esperando a noite toda. Agora tô cansada e com dor de cabeça”, basta simplesmente dizer “pegue essa revista pornô, vá para o banheiro e você que se foda”.
É claro que inúmeros exemplos ficaram de fora. Mesmo assim, podemos perceber que o foda-se tem função fundamental para o bem-estar social. Por isso, até poderia dizer que “caso não concorde, todos temos direito de ter nossas diferentes opiniões e convicções”. Em vez disso, prefiro “sua opinião é importante. Mas se você não curtiu, foda-se”!


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