Campanha Nacional pelo Ornitorrinco da Páscoa
Publicado na Revista TabladoPor Fernando Booyou
Como sempre, já começo pedindo desculpas. Dessa vez, peço indulgência aos cristãos. Porque sejamos sinceros, o cristianismo não é muito bom na hora de escolher símbolos para representar suas datas comemorativas.
Por exemplo: o Natal, a data em que comemoramos o nascimento de Jesus. Já existem comprovações científicas de que o tal menino não nasceu no dia 25 de dezembro. Até aí, tudo bem. A pergunta é “por que diabos escolheram um velhinho barbudo e barrigudo para ser o símbolo do Natal”? A resposta é simples. Já imaginaram como seriam as campanhas publicitárias usando um surfista crucificado?! O motivo é mercadológico, sempre. “Você também está pregado? Dividimos tudo em 10 vezes e só comece a pagar na Páscoa”. Realmente, a imagem do bom velhinho é bem mais vendável nessas horas.
E por falar em Páscoa, de onde tiraram que o símbolo deveria ser um coelho? Dizem que a semana santa marca a morte e o renascimento do nosso salvador, e o coelho é uma simbologia que representa a procriação, a fertilidade, uma forma de simbolizar a ressurreição do escolhido. Mas se o quesito era fertilidade, por que não escolheram um rato que se procria mais vezes e bem mais rápido que um coelho? Ou então a barata que realmente coloca ovos? Mercadologia! Quem em sã consciência compraria um doce em forma de rato ou ovos de barata de chocolate?! Por isso que lanço a proposta. Neste ano, vamos instituir o Ornitorrinco como o verdadeiro símbolo da Páscoa. Para começar, ele é o único mamífero que coloca ovos. Segundo, é sonoro e encaixa na métrica da música: “Ornitorrinco da Páscoa o que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos assim”. Sem contar que existem no mundo menos ornitorrincos que coelhos, e com isso fica mais barato pagar o royalty pelo uso da marca.
Espero não ser crucificado por conta dessa campanha.





