O Emo-Aranha 3 no Cotidiano Diário - Cinema & DVD

"Cotidiano": Adj. 1. De todos os dias, diário. "Diário": Adj. 1. Que se faz todos os dias, cotidiano. Cotidiano Diário trata sobre a coisa mais ordinária (no sentido de comum) que existe: o dia-a-dia. Relatos de acontecimentos corriqueiros, fatos que você não encontrará nos grandes meios de comunicação, como a Contigo ou Caras. E nada mais oportuno que o nome deste jornal, porque se tem algo que caracteriza bem a vida é que ela é redundante. Bem-vindo ao Cotidiano Diário.


Publicado na Revista Tablado

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Pela Editoria
Reeditado com alterações
Sempre vemos pessoas tentando ensinar como um ato isolado se reflete de maneira relevante na sociedade. É o exemplo do papel de bala: você está no carro ou caminhando. De repente, tira uma bala do bolso e, depois de abri-la, joga o papel na calçada. Aquele papel sozinho já tem um efeito de devastação, mesmo que mínimo. Agora imagine esse ‘‘único’’ papel junto com outros milhares de ‘‘únicos’’ papéis jogados na rua. Bocas-de-lobo entupidas, ruas alagadas, cidades sujas são apenas algumas das conseqüências dessa sucessão de atos isolados e impensados. A situação se torna ainda pior quando descobrimos que, dependendo da composição, um papel de bala pode levar mais de 200 anos para se decompor. E ainda tem gente que acha que ‘‘é só um papel, isso não faz diferença’’.
Mas qual é o motivo dessa conversa? O motivo é que esse mesmo comportamento de achar que um ato isolado não influencia no todo se repete no trabalho, em casa, nas decisões do dia-a-dia e principalmente nas eleições políticas. “O meu candidato está perdendo nas pesquisas... não quero desperdiçar meu voto”, e seguindo isso que alguns ainda chamam de raciocínio acabam votando em outro candidato. E o efeito papel de bala acumula tanta sujeira que chega até ao Congresso. Pesquisas nunca revelam, e talvez por isso nunca saibamos, mas é possível que um número considerável de eleitores do candidato X seja na verdade eleitores do candidato Y, que desistiram e não querem desperdiçar o voto.
“Eu sozinho não posso mudar esse país”. Você pode até achar que sua atitude é um ato isolado e que não vai fazer diferença. Mas até quando você vai ficar com essa postura de jogar papel de bala na rua?



Por Fernando Yria
Por Booyou
Pela Editoria